Planeta BonelliHQ

March 05, 2010

Tex Willer Blog

Tex Willer por Jean Okada

Esboco de Tex da autoria de Jean OkadaDe Jean Okada, um desenhador brasileiro que aprecia Tex Willer, recebemos o esboço, do Ranger, de sua autoria que mostramos aqui ao lado (para aproveitar a extensão completa, clique no mesmo).

Jean Okada começou a trabalhar com desenho e ilustração lá pelos idos de 1988/89, como “desenhador-fantasma” no estúdio do Jotacê (hoje, Jótah), seu primeiro mestre Jedi e incentivador. Ali ele desenhou um monte de revistinhas e livros didácticos para a Editora Ática.

Actualmente trabalha com ilustrações para empresas, mas o que gosta mesmo é de fazer banda desenhada, mas para conhecer melhor este jovem talento brasileiro, inclusive ver dezenas de outras artes suas, não deixe de visitar o seu blogue em http://jokbox.wordpress.com

by José Carlos Francisco at March 05, 2010 11:01 PM

Dampyr


MAIS UM ENCONTRO EM PAI E FILHO!

Apesar de ser pai de Dampyr, Draka pouco aparece na série. Abaixo um dos raros momentos, na edição 95, com traços de Piccinino. Essa edição mostrou que os Mestres da Noite estão na face da terra desde a pré-história. No diálogo abaixo, em sonho, Draka tenta fazer com que Dampyr entenda que ele herdará parte de sua missão. No fundo, em todos os encontros, Draka tenta trazer Harlan para seu lado, mas ele continua irredutível, ficará do lado dos humanos e isso deixa seu pai furioso...

by noreply@blogger.com (Dampyr) at March 05, 2010 08:10 AM

March 04, 2010

Tex Willer Blog

Póster Tex Nuova Ristampa 129

Póster TNR 129

Nesta nova ilustração de Claudio Villa vemos Tex Willer ameaçando John Stark, o proprietário corrupto do jornal O Arauto de Tucson, cúmplice do comerciante Mark Winter, chefe da organização criminosa denominada Ring, uma associação secreta de Tucson que visava expulsar os Apaches e deixar a região aberta à especulação dos latifundiários.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Tucson!” de G. L. Bonelli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #211 a #213).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

by José Carlos Francisco at March 04, 2010 11:01 PM

Zona Franca Comics

O TEX DE ANTONIO SEGURA - UM MAXI TEX !


O TEX BRUTAL de ANTONIO SEGURA!

Se há alguma diferença entre os atuais autores de TEX (Claudio Nizzi e Bozelli) e o espanhol Antonio Segura, isto fica logo evidente nas primeiras paginas de seu O Caçador De Fosseis!

Convidado por Sergio Bonelli (ou melhor, Segura se ofereceu para produzir um texto de TEX e ouviu de Sergio Bonelli que este deveria ser original e ao mesmo tempo fiel á história editorial do Ranger) para produzir o álbum que daria continuação á coleção iniciada anos antes com OKLAHOMA, Antonio Segura apresentou aos editores italianos (Dezio Cancio e o próprio Bonelli) um roteiro onde colocava TEX e Carson ás voltas com escavadores de fosseis (paleontólogos), um assassino insano e impiedoso, um desiludido chefe índio, um matador a beira da morte, um jovem sedento de fama e glória, um rico e desonesto comerciante, e um velho mineiro beberão. Amarrar todas estas pontas e movimentar uma trama coerente e envolvente em mais de trezentas paginas foi o que Segura fez, ilustrado soberbamente por seu velho companheiro de estrada: Jose Ortiz.

Mas o que faz que Segura me pareça tão longe de um Nizzi? Ou de Boselli? São a crueza de seus personagens e um realismo brutal que empresta á suas situações. Em seu primeiro texto para TEX, Segura impregna de sentimentos torpes os coadjuvantes da história e faz isto de uma maneira “segura”-com o imenso perdão do trocadilho-! Em nenhum momento temos duvidas quanto ao caráter de seus personagens e suas motivações. Segura constrói um Tex extremamente humano, inclusive com fraquezas que dificilmente estamos acostumados a ver em este grande Herói. A cena que Tex resolve a situação com Charles Sutter, fica marcada por mostrar um Tex implacável. Ao lado do Ranger, sempre o fiel amigo Kit Carson, que nas letras de Segura e Traços de Ortiz se parece cada vez mais com o grande irmão de Tex, sendo ele o contraponto para o seco e heróico ranger.

No trabalho seguinte: O Ouro dos Confederados, mais uma vez os autores tratam com extrema dureza um cenário comum ao gênero Western – O pós Guerra da Secessão.Com exceção os heróis Tex ,Carson e um soldado que os acompanha, todos os demais personagens são dúbios, amargos, cruéis e traiçoeiros. E mais uma vez, Carson joga o papel do irmão mais velho e bonachão que apóia e orienta os mais jovens. Os desenhos carregados de Ortiz transmitem uma sensação de angustia e decadência ao cenário desolado do pós- guerra.

Em as Duas Voltas da Vingança (tex anual 03), Segura faz um Tex menos rude. Talvez por não estar acompanhado de seu parceiro habitual, Jose Ortiz, e sim do mestre Argentino Repetto, Segura opta aqui por valorizar mais as cenas de ação, com grandes movimentações dos personagens, ótimas caracterizações dos elementos peculiares aos ambientes áridos e desertos dos grandes territórios mexicanos e a aventura envolvendo enfrentamento entre os nossos heróis ( Tex e Carson) e os inimigos Mexicanos ou então Indios rebeldes e soldados do exercito americano. Tem se um Tex mais aventuresco, menos intimista do que o dos outros anuais, mas com muito mais ação direta, tiros e socos! O desenho limpo e de traços certeiros de Angel Repetto, torna agradável e leve uma leitura que com outras “ tintas” seria pesada e amarga!

Os grandes enfrentamentos entre Índios e soldados, entre os arrogantes proprietários de terras e pobres moradores da vila local. No traço de Repetto ganham um ponto a mais. Nestas duas histórias mais curtas, Segura parece seguir o roteiro tantas vezes já usado pelos demais autores do Ranger, muita ação, muita luta, um Tex mais linear, o chefe navajo, o homem da Lei. Segura pouco se aprofunda no universo dos demais personagens, vê-se claramente que sua atenção está voltada apenas para a ação e o desenrolar da mesma. Mas, em se tratando de Segura, o leitor não fica decepcionado, ele entrega um grande banquete...Mesmo que regado a Sangue !

De todos os textos de Segura com Tex que li até o momento o que menos gostei foi justamente os deste ANUAL Nº 03! Mas mesmo assim ainda é um grande trabalho, muito acima da média da maioria dos textos de outros autores. O TEX de Antonio Segura sem sobra de dúvida é um dos mais empolgantes, divertido e cru que já tive a oportunidade de ler. Antonio Segura é um mestre e aguardo sempre ansioso por seu próximo trabalho.

Jesus ferreira

zonafrancacomics@gmail.com

zonafranca34@hotmail.com

by ZONA FRANCA COMICS (zonafranca34@hotmail.com) at March 04, 2010 02:11 PM

March 03, 2010

Tex Willer Blog

Vídeo: Tex by Daniel HDR

Tex by Daniel HDRDaniel HDR (Daniel Horn de Rosa), conceituado desenhador brasileiro de banda desenhada que se iniciou como profissional de histórias em quadradinhos em 1988, com 14 anos, fazendo ilustrações para editoras como Press e D´Arte e que em 1995, se estreou no mercado norte-americano, na editora Image Comics (com personagens como Glory e a super-equipa The Alies), e teve passagens pela Marvel (como artista de especiais dos Vingadores, Homem de Ferro, Red Sonja e card games da série OverPower) e Dark Horse (desenvolvendo a adaptação oficial para mangá da série Digimon) é o autor do magnífico desenho de Tex Willer que vemos aqui ao lado.

Desenho esse que pode ser visto em todas as fases da sua  produção, através de um excelente vídeo que mostramos de seguida, enriquecido com a apropriada música The Good, The Bad and The Ugly.

by José Carlos Francisco at March 03, 2010 11:01 PM

Dampyr


TESLA TRAIDORA!

Na edição 109, com traços de Lucca Raimondo, Harlan e Pards estão no rastro do Capitão Gorislav. Vale lembrar que Kurjak o matou no passado, agora ele "apareceu" na região do Kosovo e Montenegro. Na sequência abaixo, Dampyr se encontra em Montenegro, se passando por comprador de armas. Conseguem um encontro com Marko, que pode render pistas para localizarem "o Príncipe", como agora é chamado Gorislav.
De repente o celular tocou... alguém "sopra" ao comerciante que os possíveis compradores podem ser "tiras" disfarçados... Marko acusa Tesla de ser agente da Interpol. Dampyr pensa rápido e para ganhar a confiança dele, simplesmente "executa" Tesla.
Coube a Kurjak "desovar" o corpo...

by noreply@blogger.com (Dampyr) at March 03, 2010 08:10 AM

March 02, 2010

Tex Willer Blog

Arte de Andrea Venturi

Original de Tex da autoria de Andrea Venturi

(Para aproveitar a extensão completa do desenho, clique no mesmo)

by José Carlos Francisco at March 02, 2010 11:01 PM

March 01, 2010

Zona Franca Comics

O SELVAGEM TARZAN DE JOSE ORTIZ !


Um dos grandes quadrinista Espanhol dos ultimos tempos, Jose Ortiz, emprestou seu traço a dezenas de personagens em praticamente todos os gêneros , do terror ao policial, da ficção á aventura clássica, do Western ao drama, Ortiz desde muito cedo foi reconhecido por seu talento inconfundivel.
E um dos muitos trabalhos dele que foi publicado no Brasil, sem muito alarde na época, é TARZAN e o LAGO DA VIDA ! Um dos ultimos álbuns que a editora BRASIL AMÉRICA publicou deste personagem, TARZAN, que sempre havia sido um dos maiores sucesso da editora.
Tarzan e o Poço da vida é um álbum em formato grande, capa cartonada , ótimas cores e papel bem cuidado, onde o traço de JOSE ORTIZ se destaca pese a história ser de uma pobreza constrangedora...
Jose Ortiz também desenhou diversas capas para outras histórias do Homem Macaco, a maioria delas apareceu na coleção TARZA EM CORES FORMATINHO.

O grande artista também desenhou diversas revistas de Western por aqui : TEX, KEN PARKER, e MAGICO VENTO, só para citar os mais conhecidos hoje do grande público leitor.

Jose Ortiz, um grande da Espanha , junto á Antonio Segura formaram um dupla responsavel por grandes sucessos como BURTON & CYBER e os MAXI TEX para a BONELLI COMICS.
TARZAN - O LAGO DA VIDA
EDITORA EBAL - FORMATO MAGAZINE 48 PAGINAS
A CORES - 1981

Jesus Ferreira
zonafranca34@hotmail.com

by ZONA FRANCA COMICS (zonafranca34@hotmail.com) at March 01, 2010 03:00 PM

Dampyr


TURMAS DIFERENTES...

A edição 36, com traços de Luca Rossi, nos mostra uma turma de jovens com gosto "diferente" eu diria, góticos, que pensam ser vampiros. Mas para azar deles, que são de Boston, lá existe uma fraternidade que simplesmente, são exterminadores de vampiros. E a festinha, acaba da pior forma possível...

by noreply@blogger.com (Dampyr) at March 01, 2010 08:10 AM

February 28, 2010

Tex Willer Blog

Entrevista exclusiva: MASSIMILIANO LEONARDO (LEOMACS)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli e Roberto Pagani na formulação das perguntas, de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino na tradução e revisão e de Bira Dantas na caricatura.

LeoMacs por Bira DantasCaro Leomacs, bem-vindo ao blogue português de Tex. Comecemos com uma pequena apresentação e o percurso da sua carreira.
Leomacs: Olá a todos. Meu nome é Massimiliano Leonardo, nasci em Roma em 1972 e sou desenhador de quadradinhos. Trabalhei para várias editoras italianas e desenhei os mais variados géneros narrativos, como terror, erótico, super-heróis, humorístico, policial, etc.

Como nasceu a sua paixão pela BD? Quando pequeno você lia Tex?
Leomacs: Minha primeira lembrança nítida é a da minha mãe que me levava a um quiosque para comprar Mickey Mouse. Em seguida eu comecei a ler Tex (e é claro que eu o desenhava), mas também Zagor, Demolidor, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, X-Men, Geppo, Popeye e vários outros. Foi mais ou menos essa a “educação sentimental” que me marcou a fogo. Em seguida – se excluirmos astronauta, agente secreto ou jogador de futebol – eu não desejava outra coisa na vida que não ser desenhador de quadradinhos!

HHL para a webComo e quando você entrou para o mundo dos quadradinhos?
Leomacs: Em 1993 eu conheci Roberto Recchioni numa escola de quadradinhos de Roma. Decidimos trabalhar juntos em algumas histórias e, depois de formar um grupo com outros jovens autores da mesma escola, propusemos a uma “fantasmagórica” editora da época uma BD de super-herói, para ser publicada em quiosques (mensal e em cores!). Aquela BD chamava-se Darkside, e pode ser considerada, para todos os efeitos, a minha estreia no mundo dos quadradinhos.

Você teve uma formação artística? Se sim, de que tipo?
Leomacs: De nenhum tipo. Eu tenho o diploma de agrimensor mas nunca pus os pés num canteiro. Depois de Darkside eu frequentei por uns meses a academia de Belas Artes de Roma, mas não tive tempo e nem modo de ambientar-me porque já morava sozinho e tinha que ganhar o pão. Estudar e trabalhar havia se tornado muito difícil. Abandonei a contragosto, na verdade.

Capa BattagliaQuais foram os desenhadores italianos e estrangeiros em quem você inspirou-se no curso da sua carreira? Há algum que, mais que os outros, você considera seu mestre ideal?
Leomacs: Eu gostei e gosto de muitos desenhadores diferentes entre si. Para citar alguns nomes, eu diria Micheluzzi, Pazienza, Liberatore, Cavazzano, Romita, Caniff, Eisner, Buscema, Font, Ferri, Diso, Nowlan, Miller, Toth, Giraud, Ticci, Raymond, Magnus, Milazzo, Frisenda, Parlov, Watterson, Otomo, Gipi, Clowes, Baru, Tardi, Kojima e muitos outros, mas se devo pensar naquele talvez mais “decisivo” – no mínimo pelo factor emotivo – o nome que me vem à mente é o de Jordi Bernet.

Antes de entrar para a Bonelli você teve as mais variadas experiências, em parte pouco conhecidas do grande público. A quais você é mais ligado?
Leomacs: Provavelmente as histórias desenhadas para a maxi-série “Napoli Ground Zero”, publicada pela Eura Editorial, e “Battaglia”, o vampiro criado com Roberto Recchioni.

The Thing para a WebComo você chegou à Sergio Bonelli Editore? Você gostaria de ter desenhado alguma personagem em particular da esquadra bonelliana?
Leomacs: Eu cheguei à Sergio Bonelli Editore pronto para tudo. Inicialmente, como geralmente acontece quando se apresenta muito cedo às grandes editoras, as minhas tentativas não levaram a nada de concreto. Embora eu me empenhasse a fundo, faltavam alguns “requisitos” fundamentais. A verdade é que eu ainda não estava pronto. Depois de algum tempo – e graças aos valiosos conselhos de alguns verdadeiros mestres, entre os quais gosto de recordar Carlo Ambrosini, Enea Riboldi mas SOBRETUDO Maurizio Di Vicenzo – eu consegui ajustar a mira a ponto de ser realmente levado em consideração. Assim foi-me dada a chance de realizar uma edição de Nick Raider, sob os cuidados atenciosos de Renato Queirolo, com quem depois trabalhei nos anos seguintes. Na época eu gostaria de ter desenhado uma edição de Dylan Dog, no mínimo por dois motivos: para poder interpretar uma personagem que eu havia amado muito como leitor, e porque eu poderia me envolver com cenários metropolitanos actuais. E eu era e sempre fui ligado ao terror, por isso…

LolitaA sua estreia na Bonelli foi com Nick Raider (n° 184) – série que, na época, era uma espécie de academia para jovens talentos – num texto de Tito Faraci. Como foi a sua abordagem com a série? Lembra-se de algo particular daquele trabalho?
Leomacs: Nick Raider foi realmente trabalhoso, porque eu vinha de situações de trabalho mais “anárquicas” e nunca havia trabalhado com um editor que me marcasse tão em cima. O roteiro de Faraci foi útil para entender alguns mecanismos necessários da “gramática bonelliana”, mas quanto ao resto foi como recomeçar do princípio, porque o que eu pensava que sabia fazer não parecia adequado às exigências da série. Substancialmente o desenho passou a ser mais realístico e a arte-final mais limpa. Foi formativo, mas decididamente cansativo.

Mágico VentoEm seguida você passou a colaborar com o roteirista Gianfranco Manfredi e seu Mágico Vento. Você fez dois episódios (O Lago do Terror, n° 94, e Vampiros Chineses, n° 107) inquietantes e de ambientação misteriosa. Em relação a Nick Raider quais foram – se é que houve – as maiores dificuldades?
Leomacs: As maiores dificuldades foram com as ambientações (para mim de todo inéditas, à época) e para desenhar o rosto de Ned Ellis (Mágico Vento), que nunca teve referências precisas.

Gianfranco Manfredi é tido como um autor particularmente exigente e detalhista. Como você se viu a trabalhar nessa série, que sempre teve um de seus pontos de força nas precisas referências históricas e culturais?
Leomacs: O detalhismo de Gianfranco nunca foi um problema particular. Simplesmente, em relação ao passado, eu tive que considerar muitos mais elementos que mudaram não pouco o meu modo de “enquadrar” e, de consequência, de desenhar.

Volto NascostoDepois dos dois episódios de Mágico Vento, Manfredi e Queirolo solicitaram os seus préstimos para as páginas de Volto Nascosto (Rosto Escondido): mais uma vez o Século XIX em primeiro plano, mas você passou do faroeste americano para os fascinantes ambientes da África colonial. Você gostou de trabalhar nessa mini-série?
Leomacs: Eu gostei muito de trabalhar com Rosto Escondido. Eu gostei da ideia de base, da estrutura e da evolução das personagens que, como no mais típico dos folhetins (ou romance de apêndice, como se preferir), amam, odeiam e guerreiam num contexto histórico fascinante e bem pouco explorado. E tudo sem abrir mão da alternância e da mistura de géneros narrativos que muitas vezes são necessários. E, de facto, a edição que eu desenhei pode ser considerada um verdadeiro faroeste.

Os cenários da Etiópia e as breves sequências romanas do episódio mostram a sua versatilidade. Foi mais trabalhoso desenhar os cenários, as roupas ou os protagonistas da mini-série?
Leomacs: Também nesse caso os protagonistas da série foram os que mais me colocaram em dificuldade. Para os cenários eu achei bastante material de referência. Um pouco mais difícil foi pesquisar as roupas, coisa sempre difícil de achar, tanto na Internet quanto em livrarias.

Tex WillerPassemos ao Ranger que dá nome a este blogue. Há alguns meses, ao concluir uma história que foi deixada incompleta por Manfred Sommer, você estreou nas páginas de Tex. Nessas primeiras páginas você se adequou com humildade ao estilo do desenhador espanhol. Foi uma exigência precisa da redacção ou uma escolha sua?
Leomacs: Não houve nenhuma solicitação particular da redacção, eu simplesmente dei o melhor que pude. A principal dificuldade, além daquela do primeiro confronto “directo” com o género faroeste, foi a de entrar numa história em fase de conclusão, já “durante a viagem”. Personagens, cenários e situações já estavam bem delineados. O melhor que eu podia fazer era trabalhar honestamente, também como tributo ao mestre Sommer.

Tex página inéditaA sua chegada a Tex já estava prevista ou essas 20 páginas representam um verdadeiro ensaio?
Leomacs: Um ensaio, of course.

Além dos modelos, como você vê Tex? Quais são as características que o desenhador deveria saber evidenciar?
Leomacs: Mauro Boselli, neste mesmo blogue, explicou perfeitamente como Tex deve ser. Cito textualmente: “Tex é um HERÓI forjado como aqueles míticos e deve-se ter isso em mente. Talvez alguém se espante, por não ter entendido direito as minhas histórias, mas eu sou contra a humanização de Tex (eu humanizo as personagens SECUNDÁRIAS). Tex não é como nós. Ele nos fascina porque é algo maior”. Eu concordo plenamente com ele. Para mim, um desenhador, mesmo quando quer (justamente) colocar algo seu, deve partir desses elementos que podemos definir como “costumeiros”.

Tex página inéditaDo que você gosta mais em Tex? E do que gosta menos?
Leomacs: Eu gosto da épica. Eu gosto da sua total “independência”. Eu gosto que seja um convite à “mestiçagem” (foi uma intuição fantástica para a época). Eu gosto daquela bola temporal suspensa e dilatada em que convivem Oeste real e Oeste fantástico. De negativo eu não gosto quando não respeita essas peculiaridades.

O que Tex representa para si, é um ponto de chegada ou uma passagem da sua carreira?
Leomacs: É um sonho de criança que se torna real. Eu gostaria de desenhá-lo para sempre, quem sabe “traindo-o” de vez em quando.

Tex página inéditaQue ambições você tinha ou tem na SBE, sobretudo com relação a Tex?
Leomacs: Desenhá-lo o mais possível e no melhor modo possível.

Você está a desenhar uma nova história de Tex. Pode nos antecipar alguma coisa sobre a sua segunda história, tipo quem é o roteirista, os cenários, assuntos tratados, etc.?
Leomacs: O roteiro é de Mauro Boselli, com quem eu me sinto muito bem. É uma história em que Tex e Carson deverão enfrentar um antagonista “forte” e bastante complexo que se coloca ao centro de importantes interesses ferroviários. Por enquanto a história se desenvolve entre Arizona e Colorado.

Quantas páginas você produz por mês? Segue horários? Como é a sua jornada padrão, entre trabalho, leituras, informações, ócio, vida familiar?
Leomacs: Hoje eu faço dez páginas por mês. Os horários ainda são muito flexíveis e, trabalho à parte, não tenho uma verdadeira jornada padrão. Eu faço mais ou menos tudo o que fazem as pessoas da minha idade, só que com horários um pouco mais dilatados. Só o ócio parece ser uma coisa que não consigo ter.

Leomacs desenhandoE como é a sua técnica de trabalho?
Leomacs: Normalmente eu estudo as várias sequências com pequenos storyboard “esboçados”, procuro a documentação necessária e depois parto para a página com o lápis. Quando o quadradinho é particularmente complicado, eu estudo à parte, por vezes faço pequenas plantas/mapas, estudos de personagens e objectos. Não tenho uma técnica de trabalho específica: quando me vejo travado em algumas passagens difíceis, prefiro pular para outras para não perder a continuidade, mas isso leva-me a ser bastante desordenado e geralmente trabalho em várias páginas ao mesmo tempo (com tudo o que isso pode comportar). Com o passar dos anos eu reduzi ao osso os meus instrumentos: desenho com um lápis comum, passo o nanquim com pincel fino e pincel grosso e “corrijo” com correctivo líquido e fita correctiva. Às vezes uso Photoshop para ajustar algumas “desproporções” no desenho.

CaporettoVocê sente-se um artesão de BD ou um artista? Desenhar, para si, é um estímulo, uma diversão ou um trabalho?
Leomacs: Desenhar é, ao mesmo tempo, todas as três coisas. Obviamente o trabalho condiciona bastante o estímulo e a diversão. Aparentemente até parece “tiranizá-los”, mas olhando bem também é a condição necessária para conhecer os aspectos inéditos do próprio desenho e, de consequência, também da própria “sensibilidade artística”. Na substância, impede que se vire um preguiçoso.

Você já tentou fazer um roteiro? Gostaria de escrever uma história de Tex ou de alguma outra personagem?
Leomacs: Eu nunca me envolvi com roteiro em sentido estrito, descrevendo cena por cena e quadradinho por quadradinho. Quando penso numa história ou numa sequência, me vem automático desenhá-la. Eu jamais conseguiria escrever uma história de Tex (nem de outras personagens), mas eu me sentiria capaz de contar do meu modo as histórias dos outros. Eu gostaria muito de poder dispor de um argumento de outros (mesmo que seja detalhado e elaborado) e poder administrar livremente a paginação, direcção, montagem e enquadramentos.

Tex - Palle in cannaApesar de ter entrado há pouco tempo na equipa de Tex, o seu primeiro contacto com o Ranger e seu mundo ocorreu em 1996, quando você fez uma paródia (Fax palle in cana, ou seja, Fax Bala no Cano). O que nos pode contar daquela experiência?
Leomacs: Foi um desafio bastante divertido. Foi, sobretudo, a chance para voltar a fazer quadradinhos depois de um período de ausência do “meio”. Eu aceitei desenhar aquela paródia só porque envolvia Tex e, depois, recusei outras propostas “sui generis” que recebi. Para mim aquilo representava uma espécie de homenagem. Talvez desconexa, mas ainda assim uma homenagem.

Você actuou com alguns dos melhores e mais apreciados roteiristas italianos, como Recchioni, Faraci, Manfredi, Boselli. Quais são as características de destaque de cada um deles? Quem é mais detalhista na descrição de cada quadradinho e quem deixa mais liberdade ao desenhador?
Leomacs: Eu conheço Recchioni há uma vida e nos entendemos de imediato. Seus roteiros são directos, ele confia no desenhador e deixa muito espaço de manobra. Tito Faraci é muito enxuto e estruturado. Seus roteiros são bastante claros e de enorme ajuda para quem desenha. Manfredi é muito ordenado e específico na descrição das personagens e ambientes, não coloca mais de um balão por quadradinho e escreve um roteiro por vez. Boselli escreve como um rio caudaloso: suas páginas são cheias de descrições e referências de todo tipo. Ele é muito atento aos enquadramentos, aos movimentos e estados de ânimo das personagens.

SubwayExiste alguma série bonelliana para a qual você não trabalhou e que gostaria de desenhar? Caso positivo, qual seria e porque?
Leomacs: Como eu disse antes, eu gostaria de desenhar Dylan Dog porque é uma personagem à qual sou emotivamente ligado. Outras personagens que considero por demais fascinantes por situações e cenários são Mister No e Zagor, esplêndidas criaturas nolittianas.

Quais são os seus projectos futuros? Pode nos antecipar alguma coisa?
Leomacs: Por ora estou totalmente absorvido pelo Ranger. Eu tenho umas duas ideias nas quais apreciaria trabalhar, mas Tex toma todo o tempo e necessita de toda a minha atenção. Desenhar faroeste todos os dias é trabalho para gente dura.

LocandinaO mercado italiano de BD está em contracção e as vendas, infelizmente, continuam a cair. Por outro lado, apesar da crise inegável, os quadradinhos ainda estão bem presentes nos quiosques, graças sobretudo aos títulos da SBE. Como você imagina o futuro da BD popular? Na sua visão será cada vez mais um produto de nichos?
Leomacs: Não creio. Como não creio que se possa simplesmente dizer que o mercado está em crise. As coisas estão simplesmente a mudar (e muito rápido, eu diria). Muda a linguagem e, assim, muda também a BD (que é uma linguagem em si). Muda a maneira de pensá-la, de apresentá-la, de distribuí-la, de vendê-la e, de consequência, de consumi-la. A mídia BD atingiu, em todas as suas fases de produção, níveis qualitativos altíssimos e já é considerada uma linguagem madura e moderna, ao menos tanto quanto o cinema e a literatura (os videojogos mereceriam um discurso a parte), e por isso qualquer comparação com épocas passadas parece-me pouco apropriada. Os quadradinhos também, por sorte e no bom sentido, se globalizaram. Não é mais possível concebê-los como uma mídia “fechada” e eminentemente “nacional”, impermeável às modificações das “linguagens” de traços e palavras. Não é conceptível e é, acima de tudo, danoso. O “nostalgismo” é uma doença que acomete mais os autores que os leitores. São esses (pouco) autores que pararam de se entusiasmar, entediados por qualquer coisa que não seja a própria arte, que empobrecem a BD. Os leitores sabem, mais e melhor, aceitar a diversidade das coisas e as mudanças que advêm daí. O autor de BD deveria, acima de tudo, procurar não ser tedioso. Hoje em dia não basta mais saber fazer bem, é preciso se esforçar para olhar além da ponta do próprio nariz. A Bonelli continua a ser um ponto firme porque, embora se mantenha plenamente na própria tradição, sabe captar essas mudanças com a astúcia, a honestidade e a prudência que se espera de um editor de referência.

LeomidaQuais BD você lê actualmente, e com quais mais se identifica?
Leomacs: Eu sou um leitor desordenado e inconstante e às vezes peço conselhos a amigos que lêem mais. Leio muitas edições Bonelli, alguns autores italianos (Gipi, Bacilieri, Ortolani, Rosenzweig, por exemplo), alguns franceses (sou louco por Christophe Blain e o seu Isaac, o Pirata) e um discreto número de autores japoneses. Além disso, gosto muito de certas BD “minimalistas” norte-americanas, como as de Daniel Clowes, que consegue, ao mesmo tempo, ser irónico, inquietante e lírico.

Além de BD, quais livros você lê? E quais são as suas preferências no cinema e na música?
Massimiliano Leonardo (Leomacs)Leomacs: Também neste caso posso considerar-me “desordenado”. Não tenho preferências literárias particulares, à excepção, talvez, das obras de Vonnegut e Hammett. Com relação ao cinema, cito os primeiros nomes que me vêm à mente: Scorsese, Ford, Mann, Penn, Fuller, Fincher, Spielberg, Lynch, Allen, Annaud, Audiard, Truffaut, Milius, Boorman, Friedkin, Jackson, Welles, Kubrick, Carpenter, Petri, Rosi, Monicelli, Germi, os irmãos Cohen. No campo musical eu ouço quase tudo o que posso, de Aphex Twin a Zu, passando por Burt Bacharach, Mike Patton, King Crimson, Hendrix e Zappa.

Caro Leomacs, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
Leomacs: Obrigado a vocês pelo empenho, pela paixão e pela cortesia.
Saudações.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

by José Carlos Francisco at February 28, 2010 11:05 PM

Intervista esclusiva: MASSIMILIANO LEONARDO (LEOMACS)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli e Roberto Pagani per la formulazione delle domande, di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e di Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni e di Bira Dantas per la caricatura.

LeoMacs por Bira DantasCiao caro Leomacs, e benvenuto sul blog portoghese di Tex. Per coloro che non ti conoscono bene, ti chiediamo di fare una piccola autopresentazione ed il percorso della tua carriera.
Leomacs: Salve a tutti. Mi chiamo Massimiliano Leonardo, sono nato a Roma nel 1972 e faccio il disegnatore di fumetti. Ho lavorato per diverse case editrici italiane ed ho disegnato i più disparati generi narrativi: Horror, Erotico, Supereroistico, Umoristico, poliziesco ecc., ecc.

Parlaci un po’ più di te: in particolare di com’è nata la passione per il fumetto. Da ragazzo leggevi Tex?
Leomacs: Il primo ricordo nitido che ho è quello di mia mamma che mi porta in edicola per comprare Topolino. In seguito ho cominciato a leggere Tex (che ovviamente disegnavo pure), ma anche Zagor, Devil, l’Uomo Ragno, I Fantastici Quattro, gli X-men, Geppo, Braccio di ferro ed altri ancora. Più o meno è questa “L’Educazione Sentimentale” che mi ha marchiato a fuoco. Di lì a poco, se si esclude il cosmonauta, l’agente segreto o il calciatore, non avrei desiderato altro nella vita che fare il disegnatore di fumetti!

HHL para a webCome e quando sei entrato nel mondo dei fumetti?
Leomacs: Nel 1993 conobbi Roberto (Recchioni) nelle aule di una scuola del fumetto di Roma. Decidemmo di lavorare assieme per una manciata di storie e dopo aver formato un gruppo con altri giovani autori della stessa scuola proponemmo ad una “fantomatica” casa editrice dell’epoca un fumetto Supereroistico da edicola (per di più MENSILE e A COLORI!!). Quel fumetto si chiamava DARKSIDE. E può essere considerato a tutti gli effetti il mio esordio nel mondo dei fumetti.

Hai avuto una formazione artistica? Di che tipo?
Leomacs: Di nessun tipo. Ho il diploma di Geometra ma non ho mai messo piede in un cantiere. Dopo Darkside frequentai per qualche mese l’accademia di Belle Arti di Roma, ma non ebbi tempo e modo per ambientarmi perché vivevo già per mio conto e dovevo tirare a campare; studiare e lavorare era diventato troppo difficile. Abbandonai a malincuore, a dire il vero.

Capa BattagliaQuali sono i disegnatori italiani e stranieri a cui ti sei ispirato nel corso della tua carriera? Ce n’è qualcuno più di altri che consideri idealmente il tuo maestro?
Leomacs: Ho amato ed amo moltissimi disegnatori molto diversi tra loro. Tanto per fare qualche nome potrei citare: Micheluzzi, Pazienza, Liberatore, Cavazzano, Romita, Caniff, Eisner, Buscema, Font, Ferri, Diso, Nowlan, Miller, Toth, Giraud, Ticci, Raymond, Magnus, Milazzo, Frisenda, Parlov, Watterson, Otomo, Gipi, Clowes, Baru, Tardi, Kojima e molti altri ancora, però se devo pensare a quello forse più “decisivo”, se non altro per un fattore emotivo, il nome che mi viene per primo in mente è quello di Jordi Bernet.

Prima di entrare in Bonelli hai avuto le più disparate esperienze, in parte poco note al grosso pubblico. Quali sono quelle a cui sei più legato?
Leomacs: Probabilmente le storie disegnate per la maxiserie “Napoli Ground Zero”, pubblicate dall’Eura Editoriale, e “Battaglia”, il vampiro creato assieme a Roberto Recchioni.

The Thing para a WebCome sei arrivato alla Sergio Bonelli Editore? Avresti voluto realizzare graficamente un personaggio in particolare della scuderia bonelliana?
Leomacs: Sono arrivato alla Sergio Bonelli Editore proponendomi a più riprese. Inizialmente, come spesso accade quando ci si presenta troppo presto alle grandi case editrici, i miei tentativi non portarono a nulla di concreto. Benché mi impegnassi tantissimo mancavo di alcuni “requisiti” fondamentali. In sostanza non ero ancora pronto. Dopo qualche tempo e grazie ai preziosi consigli di alcuni veri maestri, tra i quali mi piace ricordare Carlo Ambrosini, Enea Riboldi ma SOPRATTUTTO Maurizio Di Vincenzo, riuscii ad aggiustare il tiro tanto da poter essere preso seriamente in considerazione. Mi venne così data l’occasione di realizzare un albo di Nick Raider, sotto le amorevoli cure di Renato Queirolo con il quale ho poi lavorato negli anni a seguire. All’epoca mi sarebbe piaciuto disegnare un albo di Dylan Dog per almeno due motivi: sia per poter interpretare un personaggio che avevo molto amato come lettore, sia perché avrei voluto cimentarmi con un’ambientazione metropolitana contemporanea. E poi ero e sono sempre stato un patito dell’Horror, per cui…

LolitaIl tuo debutto in Bonelli è stato con Nick Raider (il n. 184), serie che a quei tempi era una specie di palestra per giovani talenti, su testi di Tito Faraci. Qual è stato il tuo approccio alla serie? Hai qualche ricordo particolare di quel lavoro?
Leomacs: Nick Raider fu un lavoro estremamente faticoso, perché venivo da situazioni lavorative più “anarchiche” e non avevo mai lavorato con un editor che mi marcasse così stretto. La sceneggiatura di Faraci fu utile a capire alcuni meccanismi necessari della “grammatica bonelliana”, ma per il resto fu come ricominciare tutto da capo, perché quello che pensavo di saper fare non sembrava adatto alle esigenze della serie. Sostanzialmente il disegno si fece più realistico e l’inchiostrazione più pulita. E’ stato formativo, ma decisamente stancante.

Mágico VentoIn seguito ti sei trovato a collaborare con lo sceneggiatore Gianfranco Manfredi per il suo Magico Vento. Hai realizzato due episodi – “Il lago del terrore” (n. 94) e “Vampiri cinesi” (n. 107) – di atmosfere misteriose e inquietanti. Rispetto a Nick Raider quali sono state – se ci sono state – le maggiori difficoltà?
Leomacs: Le maggiori difficoltà le ho trovate con le ambientazioni (per me all’epoca del tutto inedite) e nel disegnare il volto di Ned Ellis (Magico Vento) che non ha mai avuto precisi riferimenti.

Gianfranco Manfredi passa come un autore particolarmente esigente e pignolo. Come ti sei trovato a lavorare su questa serie, che da sempre ha nei precisi riferimenti storici e culturali uno dei suoi punti di forza?
Leomacs: La pignoleria di Gianfranco non è stata mai un particolare problema. Semplicemente, rispetto al passato, ho dovuto tener conto di molti più elementi da considerare che hanno cambiato di non poco il mio modo di “inquadrare” e di conseguenza di disegnare.

Volto NascostoDopo i due episodi di Magico Vento, Manfredi e Queirolo ti hanno voluto anche sulle pagine di Volto Nascosto: ancora l’800 in primo piano, ma sei passato dal west americano alle affascinanti atmosfere dell’Africa coloniale. Ti è piaciuto lavorare a questa miniserie?
Leomacs: Mi è piaciuto molto lavorare su Volto Nascosto. Mi è piaciuta l’idea di base, la struttura e l’evoluzione dei personaggi, che come nel più tipico dei feuilleton (o romanzo d’appendice se preferite), amano, odiano e guerreggiano in un contesto storico affascinante e ben poco esplorato. Il tutto senza rinunciare all’alternanza e al mix di generi narrativi che sono spesso necessari. L’albo da me disegnato, infatti, può essere considerato un western vero e proprio.

Le ambientazioni etiopiche e le brevi sequenze romane dell’episodio mostrano la tua versatilità. È stato più difficoltoso disegnare gli ambienti, i costumi o i protagonisti della miniserie?
Leomacs: Anche in questo caso i protagonisti della serie sono quelli che mi hanno messo più in difficoltà. Per le ambientazioni ho trovato sufficiente materiale di riferimento. Un po’ più difficile è stato cercare i costumi, sempre difficili da reperire, in rete ed in libreria.

Tex WillerPassiamo adesso al Ranger che dà nome a questo blog. Qualche mese fa, terminando un episodio lasciato incompiuto da Manfred Sommer, hai esordito sulle pagine di Tex. In queste prime tavole ti sei adeguato con umiltà allo stile del disegnatore spagnolo: è stata una precisa richiesta della redazione oppure è stata una tua libera scelta? Cos’hai trovato di maggiormente difficile confrontandoti con il Ranger?
Leomacs: Non c’è stata nessuna particolare richiesta da parte della redazione, mi sono semplicemente buttato nella mischia come meglio ho potuto. La difficoltà principale, oltre quella del primo confronto “diretto” col genere western, è stata quella di subentrare “al volo” in una storia prossima a concludersi. Personaggi, ambienti e situazioni erano già ben delineati. La cosa migliore che potessi fare era lavorare onestamente, anche per tributo al vecchio Maestro Sommer.

Tex página inéditaEra già previsto il tuo arrivo a Tex oppure queste 20 pagine rappresentavano un vero e proprio banco di prova?
Leomacs: Banco di prova, of course.

Al di là dei modelli, comunque, tu come vedi Tex? Quali sono le sue caratteristiche che il disegnatore dovrebbe saper evidenziare?
Leomacs: Mauro Boselli, su questo stesso Blog, ha spiegato perfettamente come dovrebbe essere Tex. Cito testualmente: “Tex è un EROE della stoffa di quelli mitici e di questo bisogna tener conto. Forse qualcuno si stupirà, avendo frainteso le mie storie, ma io sono contro l’umanizzazione di Tex (infatti umanizzo i personaggi SECONDARI). Tex non è come noi. Ci affascina perché è qualcosa di più grande“. Concordo pienamente con lui. Secondo me un disegnatore, anche quando vuole (giustamente) metterci del suo, deve partire da questi elementi che potremmo definire “consueti”.

Tex página inéditaCosa ti piace maggiormente in Tex? E cosa ti piace di meno?
Leomacs: Mi piace l’epica. Mi piace la sua totale “autarchia”. Mi piace che sia un invito al “meticciato” (fu una fantastica intuizione per i tempi). Mi piace quella sospesa e dilatata bolla temporale nella quale convivono West reale e West fantastico. Di contro non mi piace quando non rispetta queste peculiarità.

Cosa rappresenta per te Tex, lo consideri un punto di arrivo o lo intendi invece come un passaggio della tua carriera?
Leomacs: E’ un sogno di bambino che s’avvera. Mi piacerebbe disegnarlo per sempre, magari “tradendolo” ogni tanto.

Tex página inéditaQuali ambizioni avevi o hai all’interno della SBE, soprattutto in relazione a Tex?
Leomacs: Disegnarlo il più possibile nel miglior modo possibile.

A quanto ci risulta, stai disegnando una nuova storia di Tex: puoi anticiparci qualcosa sulla tua seconda storia, chi è lo sceneggiatore, quale è l’ambientazione, argomenti trattati, ecc.?
Leomacs: La sceneggiatura è di Mauro Boselli col quale mi trovo molto bene. E’ una storia in cui Tex e Carson dovranno fronteggiare un antagonista “forte” e piuttosto complesso che si pone al centro di importanti interessi ferroviari. Per ora il racconto si snoda tra Arizona e Colorado.

Quanti tavole produci al mese? Hai degli orari? Come si articola una tua giornata tipo fra lavoro, letture, tenerti informato, ozio, vita familiare?
Leomacs: Per ora ne faccio dieci al mese. Gli orari sono ancora troppo flessibili e, lavoro a parte, non ho una vera e propria giornata tipo. Faccio più o meno tutto quello che fanno i miei coetanei, solo con orari un po’ più dilatati. Solo l’ozio sembra essere una cosa che proprio non mi riesce di guadagnare.

Leomacs desenhandoPuoi esporci la tua tecnica di lavoro?
Leomacs: Solitamente studio le diverse sequenze con dei piccoli storyboard “scarabocchiati”, cerco la documentazione necessaria e poi parto direttamente a matita sulla tavola. Quando la vignetta è particolarmente complicata la studio a parte, magari corredandola di piantine, studi di personaggi e oggetti vari. Non ho una vera e propria tecnica di lavoro: quando mi blocco in alcuni difficili passaggi preferisco saltare ad altri per non perdere continuità, ma questo mi porta ad essere piuttosto disordinato e spesso mi ritrovo a lavorare su più tavole contemporaneamente (con tutto ciò che questo può comportare). Con gli anni ho ridotto all’osso i miei strumenti: disegno con una normale matita, inchiostro con pennino e pennello e “correggo” con bianchetto e targhette adesive. Delle volte uso Photoshop per aggiustare alcune “sproporzioni” nel disegno.

CaporettoTi senti un artigiano del fumetto oppure un artista? Disegnare è per te uno stimolo, un divertimento oppure un lavoro?
Leomacs: Disegnare è contemporaneamente tutte e tre le cose. Ovviamente il lavoro condiziona fortemente stimolo e divertimento. Apparentemente sembra pure “tiranneggiarli”, ma a ben guardare è anche la condizione necessaria per conoscere gli aspetti inediti del proprio disegno e di conseguenza, anche della propria “sensibilità artistica”. In sostanza ti impedisce di diventare pigro.

Ti sei mai cimentato nella sceneggiatura? Ti piacerebbe scrivere una storia di Tex o di qualche altro personaggio?
Leomacs: Non mi sono mai cimentato nello “sceneggiare” in senso stretto, descrivendo scena per scena e vignetta per vignetta. Quando penso ad una storia o ad una sequenza mi viene subito automatico disegnarla. Non sarei mai in grado di scrivere una storia di Tex (ne di altri personaggi), però mi sentirei piuttosto capace di raccontare a modo mio le storie degli altri. Mi piacerebbe molto poter disporre di un soggetto altrui (anche dettagliato ed elaborato) e di poterne gestire liberamente impaginazione, regia, montaggio e inquadrature.

Tex - Palle in cannaNonostante tu sia entrato da poco a far parte dello staff di Tex, il primo contatto con il Ranger ed il suo mondo l’hai avuto nel 1996, quando ne realizzasti una parodia, “Fax palle in canna”. Puoi raccontarci qualcosa di quell’esperienza?
Leomacs: Fu una sfida piuttosto divertente. Soprattutto fu l’occasione per tornare a fare fumetti dopo un periodo di assenza dal “giro”. Accettai di disegnare quella parodia solo perché riguardava Tex. Successivamente infatti, rifiutai altre proposte sui generis che mi vennero fatte. Per me quello rappresentava una sorta di omaggio. Magari sgangherato, ma pur sempre un omaggio.

Hai collaborato con alcuni dei più bravi e quotati sceneggiatori italiani: Recchioni, Faraci, Manfredi, Boselli. Puoi dirci quali sono le caratteristiche salienti di ognuno di loro? Chi trovi più preciso in sceneggiatura nella descrizione delle singole vignette e chi, viceversa, lascia maggiori libertà?
Leomacs: Con Recchioni ci conosciamo da una vita e ci si capisce al volo. Sceneggia in modo netto e ritmato, si fida del disegnatore e lascia molto spazio di manovra. Tito Faraci è molto asciutto e “strutturato”. Le sue sceneggiature sono estremamente chiare e di enorme aiuto per chi disegna. Manfredi è molto ordinato e specifico nelle descrizioni di personaggi ed ambienti, non mette mai più di un baloon per vignetta e scrive una sceneggiatura per volta. Boselli scrive come un fiume in piena: le sue tavole sono zeppe di descrizioni e riferimenti di ogni genere. E’ molto attento alle inquadrature, ai movimenti dei personaggi e ai loro stati d’animo.

SubwayEsiste un’altra testata bonelliana, per la quale non hai mai lavorato, e che ti piacerebbe tantissimo disegnare? In caso positivo, puoi dirci quale sarebbe e perché?
Leomacs: Come dicevo precedentemente, mi piacerebbe disegnare Dylan Dog perché è un personaggio al quale sono emotivamente legato. Altri personaggi che ritengo molto affascinanti per situazioni e scenari sono Mister No e Zagor, splendide creature nolittiane.

Che progetti ci sono nel tuo futuro? Puoi già anticiparci qualcosa?
Leomacs: Per ora sono totalmente assorbito dal ranger. Avrei un paio di buone idee su cui mi piacerebbe lavorare, ma Tex è molto impegnativo e ha bisogno di tutta la mia attenzione. Disegnare il western oggi giorno è un mestiere da duri.

LocandinaIl mercato fumettistico italiano è in contrazione e le vendite sono purtroppo in continuo calo. D’altro canto, nonostante l’innegabile crisi, il fumetto è ancora oggi ben presente in edicola, grazie soprattutto alle testate della SBE. Come immagini il futuro del fumetto popolare? Secondo te si trasformerà sempre più in un prodotto di nicchia?
Leomacs: Non credo. Come non credo si possa semplicemente dire che il mercato è in crisi. Le cose stanno semplicemente cambiando (e pure piuttosto in fretta). Cambia il linguaggio e quindi cambia pure il fumetto (che è un linguaggio esso stesso). Cambia la maniera di pensarlo, di proporlo, di distribuirlo, di venderlo e di conseguenza, anche di consumarlo. Il media fumetto ha oramai raggiunto in tutte le sue fasi di produzione altissimi livelli qualitativi ed è oramai considerato universalmente un linguaggio maturo e moderno almeno quanto il cinema e la letteratura (i videogiochi meriterebbero un discorso a parte), per cui ogni paragone con epoche passate mi sembra poco calzante. Anche il fumetto si è, fortunatamente e nel senso buono, globalizzato. Non è più possibile concepirlo come un media “chiuso” e prevalentemente “nazionale”, impermeabile al mutare dei “linguaggi” di segni e parole. Non è concepibile ed è oltretutto deleterio. Il “nostalgismo” è un brutto male che assale più gli autori che i lettori. Sono quei (pochi) autori che hanno smesso di entusiasmarsi, annoiati da qualsiasi cosa che non sia la propria arte, ad impoverire il fumetto. I lettori sanno, più e meglio, accettare la diversità delle cose e il cambiamento che ne consegue. Il fumettista più di ogni altra cosa dovrebbe cercare di non essere noioso. Oggigiorno non basta più saper fare bene, bisogna pure sforzarsi di guardare oltre la punta del proprio naso. La Bonelli continua a rimanere un punto fermo perché, pur rimanendo pienamente nella propria tradizione, sa cogliere questi cambiamenti con l’accortezza, l’onestà e la prudenza che si addicono ad un editore di riferimento.

LeomidaQuali fumetti leggi attualmente ovvero con quali ti identifichi maggiormente?
Leomacs: Sono un lettore disordinato e scostante e qualche volta mi faccio consigliare da amici più onnivori. Leggo molti albi Bonelli, alcuni autori italiani (Gipi, Bacilieri, Ortolani, Rosenzweig per esempio), qualche francese (stravedo per Christophe Blain ed il suo Isaac il pirata) ed un discreto numero di autori giapponesi. Inoltre, mi piacciono molto certi fumetti “minimalisti” nordamericani, come quelli di Daniel Clowes, che riesce ad essere contemporaneamente ironico, inquietante e lirico.

Oltre ai fumetti, quale tipo di libri leggi? E quali le tue preferenze nel campo del cinema e della musica?
Massimiliano Leonardo (Leomacs)Leomacs: Anche in questo caso posso considerarmi “disordinato”. Non ho particolari preferenze letterarie, eccezion fatta forse per le opere di Vonnegut e Hammett. Per quanto riguarda il cinema citerò alla rinfusa i primi nomi che mi vengono in mente: Scorsese, Ford, Mann, Penn, Fuller, Fincher, Spielberg, Lynch, Allen, Annaud, Audiard, Truffaut, Milius, Boorman, Friedkin, Jackson, Welles, Kubrick, Carpenter, Petri, Rosi, Monicelli, Germi, i fratelli Cohen. Nel campo musicale ascolto quasi tutto quello che posso, da Aphex Twin agli Zu, passando per Burt Bacharach, Mike Patton, King Crimson, Hendrix e Zappa.

Caro Leomacs, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.
Leomacs: Grazie a voi per l’impegno, la passione e la cortesia. Saluti.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)

by José Carlos Francisco at February 28, 2010 11:01 PM

February 27, 2010

Tex Willer Blog

Tex de Manfred Sommer em grande destaque no Diário As Beiras: 27 de Fevereiro de 2010

Logótipo do Jornal As BeirasTexto do jornal Diário “As Beiras“, de 27 de Fevereiro de 2010
João Miguel Lameiras
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RECORDANDO MANFRED

SOMMER, A PROPÓSITO DE TEX
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Recordando Manfred Sommer a propósito de Tex, no jornal As BeirasJÁ ESTÁ DISPONÍVEL nos quiosques portugueses, o nº 452 da revista “Tex”, que recolhe a primeira parte da última história completa desenhada pelo espanhol Manfred Sommer, falecido a 3 de Outubro de 2007, com 74 anos de idade. Um bom pretexto para voltar a evocar Sommer neste jornal, depois de lhe ter dedicado um texto, a propósito do Tex Gigante que deu início à sua colaboração com a editora Bonelli.

Nome grande da BD realista espanhola que, tal como os seus colegas, José Ortiz, Alfonso Font, Esteban Maroto e Victor De La Fuente, continuou a trabalhar em Banda Desenhada, graças à editora Bonelli, findo o boom das revistas de BD em Espanha nos anos 90, Manfred Sommer é conhecido em Portugal graças ao jornalista e correspondente de guerra Frank Cappa, interessante e carismática personagem publicada em Portugal em finais da década de 80, primeiro na revista “O Mosquito” e mais tarde em álbum pela Meribérica. Em inícios dos anos 90, Sommer tinha trocado a Banda Desenhada pela pintura, até que a persistência de Sérgio Bonelli o convenceu a regressar à BD para desenhar o ranger “Tex”, primeiro num Tex Gigante e, posteriormente, na revista mensal do ranger da Editora Bonelli.

Uma colaboração a que a morte pôs fim, mas que deu origem a alguns dos seus melhores trabalhos, em termos gráficos. Mesmo que esta não seja a última vez que Manfred Sommer desenhou o Tex, pois antes falecer já tinha desenhado mais de 90 páginas de uma nova história, que foi finalmente publicada no Almanaque italiano de 2009, depois de concluída pelo desenhador Massimiliano Leonardo, mais conhecido por Leomacs, “A Última Diligência” foi o seu derradeiro trabalho finalizado.

A história, escrita por Mauro Boselli, que termina apenas no nº 453 da revista “Tex”, coloca Tex em confronto com Scott Dunson, um ladrão de bancos inteligente e cuidadoso e apela bastante à versatilidade de Sommer, tão à vontade a desenhar as cenas nocturnas na cidade mineira abandonada de Silver Lodge, em que joga muito bem com as sombras para efeitos dramáticos, como as sequências em espaço aberto no deserto do Arizona, plenas de dinamismo e detalhe rigoroso. Pena que a sua morte tenha privado a Bonelli de um dos seus melhores desenhadores, que deixou uma marca na série..
João Miguel Lameiras.
(“Tex nº 452: A Última Diligência”, de Boselli e Sommer, Mythos Editora, 114 pags, 2,90 €)
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Copyright: © 2010 Diário “As Beiras“; João Miguel Lameiras; crítico e especialista de BD, autor do blogue Por um punhado de imagens
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(Para aproveitar a extensão completa da imagem do jornal, clique na mesma)

by José Carlos Francisco at February 27, 2010 11:01 PM

Dampyr


CALEB LOST X SAMAEL!

Com traços de Dotti, a edição 54 apresenta um embate entre Samael e Caleb Lost... Quase aconteceu, Tesla se mete entre dois e lembra a eles que esse é o intuito de Nergal. Quando Dampyr aparece, Tesla não deixa que ele atire e Samael surpreende: diz que sua vontade realmente é trazer Tesla para o seu lado, mas não aceita que Nergal o use para seus intentos. O grande detalhe das imagens... Caleb Lost e Samael nas suas formas reais.

by noreply@blogger.com (Dampyr) at February 27, 2010 08:10 AM

Tex Willer Blog

Falecimento de Virgilio Muzzi, desenhador de Tex

Por José Carlos Francisco e Júlio Schneider

VIRGILIO MUZZI (1923-2010)

Virgilio MuzziVirgilio Muzzi, que fez mais de trinta edições do Ranger, faleceu no passado dia 25 de Fevereiro no hospital de Codogno, Itália, com 86 anos, realizando-se o seu funeral hoje, dia 27, às 10 horas, partindo o corpo do número 22 da Via Mauri, para chegar à igreja paroquial, na Praça XX de Setembro, local onde lhe serão  prestadas as últimas exéquias.

Nascido em Milão, Itália, em 13 de Junho de 1923, ele começou a mostrar o seu talento no mundo da pintura, e estreou nos quadradinhos em 1946, com trabalhos para a Audace, a Editora Audaz dirigida por Tea Bonelli, na mesma época em que também fazia páginas para a revista Grande Hotel. Em 1950 fez algumas capas para uma revista semanal brasileira chamada Encanto e, no mesmo ano, ilustrou O Cavaleiro Negro e, em 1953, Yuma Kid, ambos com texto de Gianluigi Bonelli. Em 1957, por meio do estúdio Amalgamated Press, trabalhou para o mercado inglês desenhando aventuras de Kit Carson, Buffalo Bill, Dick Daring e Jaqueta Vermelha – depois publicado na Itália pela Araldo (Arauto, outro dos antigos nomes da SBE).

Desenho de Virgilio MuzziNo mesmo ano de 1957 começou a se envolver com Tex, ora fazendo alguns desenhos a lápis, ora a arte-final em desenhos de Galep, ora trabalhando a quatro mãos com Francesco Gamba (nas últimas 54 páginas de A Quadrilha do Ás de Espadas). A sua primeira história completa – considerada a sua estreia oficial com o Ranger – foi publicada na Itália em Abril de 1960 com o título Contrabando (no Brasil, Tráfico de Armas, uma história curta inserida em Tex Coleção n° 72, da pág. 23 à pág. 87, republicada em Tex Edição Histórica n° 27) e, durante os quinze anos seguintes, Muzzi foi um colaborador constante, alternando-se com outros profissionais. O seu estilo “apressado” e extremamente simples fez dele um dos autores menos apreciados da saga do Ranger, mas há que se levar em conta que o resultado de seu traço é fruto directo da agilidade: sendo Muzzi um tanto lento, para cumprir os prazos ele devia correr e, de consequência, não podia dar o melhor de si – e, de facto, há muitos autores que, se podem dedicar mais tempo e atenção ao próprio trabalho, obtêm resultados bem diferentes.

Desenho de Virgilio MuzziTomando como exemplo o seu último trabalho texiano, no qual ele pôde trabalhar com mais tempo, pode-se observar a riqueza dos ambientes e enquadramentos, além do equilíbrio na composição de cada quadro. Estamos falando da aclamada história Texas Bill (na Itália, Nov/1975, no Brasil, Tex n° 72, Fev/1977). A única intervenção nesse trabalho foi a de sempre, com Galep refazendo o rosto de Tex. Depois disso, em 1977 Muzzi ilustrou a história A Serpente de Prata, na Colecção Rodeio e, em 1984, fez uma aventura em três edições de Mister No, Uma Noite em Trinidad.

Ainda no que se refere a Tex, Muzzi desenhou cerca de 1.500 páginas, para um total de aproximadamente 12 mil vinhetas. Finalizamos este texto mostrando, em exclusivo mundial, aquele que muito provavelmente terá sido o seu último desenho de Tex, feito há poucos meses para presentear o autor Giancarlo Malagutti:

Original de Muzzi, para Malagutti(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

by José Carlos Francisco at February 27, 2010 12:42 AM

February 25, 2010

Tex Willer Blog

Entrevista com o fã e coleccionador: Marco Aurélio da Silva Avelar

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Marco AvelarPara começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Marco Avelar: Olá, chamo-me Marco Aurélio da Silva Avelar, nasci no dia 17 de Fevereiro de 1975 na Ilha de São Miguel do bonito Arquipélago dos Açores, no concelho da Lagoa, na freguesia do Rosário. Profissionalmente trabalho na Associação Agrícola de São Miguel (uma associação/empresa que apoia a lavoura e a agricultura açoriana), na área da Contabilidade Agrícola, sendo escriturário de contabilidade.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Marco Avelar: Desde que nasci, pois lembro-me que mesmo ainda criança, talvez com 2-3 anos, já andava com revistas de banda desenhada nas mãos, muito devido aos meus pais, principalmente a minha mãe, que gostam muito de ler. Comecei com as revistas da Disney, Fantasma, Tex, Falcão, Mandrake, Luluzinha, Bolinha e mais tarde vieram as revistas da Marvel e DCcomics.

Póster de Tex e seus parceirosQuando descobriu Tex?
Marco Avelar: Talvez lá pelo 5-6 anos, ainda tenho essas revistas que são muito queridas para mim. Claro que estão usadas, mas gosto muito delas, revistas da Editora Vecchi e Rio Gráfica. Ao longo dos anos, os meus pais iam comprando algumas e depois fui eu, já com a Editora Globo, quando as revistas apareciam nas bancas. De repente um dia mais tarde, surgiu um grande amigo da Anadia, que tem ajudado muito desde então.

Porquê esta paixão por Tex?
Marco Avelar: Esse “tipo” de “paixão” deve-se muito a vários factores, mas antes quero dizer que o meu preferido é o Fantasma de Lee Falk, mas como dizia, esta paixão pelo Tex deve-se pelo facto de ele ser um herói de banda desenhada sem poderes, que tem em si uma força de vontade incrível, tendo como lei a justiça, algo que hoje em dia é raro existir. Mostra ser uma personagem que não baixa os braços e que ajuda os seus e quem merece e traz sempre consigo a honestidade, tudo factores que são importantes para mim.Também pelo facto de ser um dos heróis que me “acompanha” desde de criança é dos que mais admiro. A banda desenhada deve ser “usada” para nos servir de exemplo para nos dar forças, nos divertir,etc.,etc…

Marco Avelar e a sua colecção de BDO que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Marco Avelar: Primeiro por ser um herói e não um super-herói, segundo,passa-se no velho western que gosto muito e faz lembrar-me a minha infância, a ver filmes de cowboys aos sábados à noite ou aos domingos à tarde. Gosto muito dos desenhos de western: os índios, as montanhas, os comboios, os saloons, os cavalos, as planícies, enfim, tudo.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Marco Avelar e a colecção de BDMarco Avelar: Para dizer a verdade, nem sequer sei ao certo quantas tenho. Do Tex devo ter já pelo menos umas 400 revistas (de várias editoras), ao todo de banda desenhada devo ter cerca de umas 6.000 revistas. Das do Tex, as que possuo mais são da editora Mythos.
As mais importantes são várias: as primeiras sempre tem um certo valor, mas o Tex nº 95 (A Terra Prometida – editora Vecchi), o Tex nº 155 (Horas de Terror – editora Vecchi), os Tex nº 169, 170, 171, 172, 173, 174 e o nº 175 (todas da editora Rio Gráfica), mais recentemente os Grandes Clássicos do Tex nº 1 (O Casamento de Tex), o nº 4 (O Filho de Tex), o Tex Especial 60 anos, Tex Coleção nº 163 onde o meu nome aparece no correio do Tex, todas estas pela editora Mythos, Tex contra Mefisto – Série Ouro (Os clássicos da banda desenhada nº 8 ) lançado só em Portugal, são muito importantes para mim.

Marco Avelar e a sua colecção de TexColecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Marco Avelar: Colecciono todas as revistas do Tex, pósteres, enfim, tudo que diga respeita à personagem. Possuo em VHS (cassete de vídeo em bom estado) o filme do Tex com o actor Giuliano Gemma, o filme original, que tem muito valor para mim.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Marco Avelar: Gostava muito de possuir alguns Tex Italianos, as revistas Júnior, os bonecos do Tex e claro os nº que faltam-me na colecção.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Marco Avelar: As minhas histórias favoritas são: Horas de Terror, A Terra Prometida, os Tex clássicos nº1 e 4 e o Tex-Especial-60 Anos.
Quanto aos desenhadores e argumentistas são vários que aprecio muito. Para começar, claro, Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, depois temos Nizzi, Muzzi, F. Gamba, Uggeri, Jesus Blasco, Letteri, Nicolò, Ticci, Antonio Segura, Civitelli, Repetto.. são muitos, sejam desenhadores ou argumentistas e no fundo aprecio o trabalho deles todos, claro que uns mais que outros, desde que tenham o Tex no coração e compreendam o que é o “mundo do Tex”.

Colecção de Marco AvelarO que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Marco Avelar: O que mais agrada no Tex é ser um lutador justo, pessoa sincera, que tem sempre um coração de amizade e justiça, algo que actualmente é difícil de se ver em certas revistas de banda desenhada. A banda desenhada tem que ser como uma “escola”, uma escola que ensina palavras como respeito, fé, coragem, humildade, justiça….o que agrada menos, não sei, pois todos os desenhadores, argumentistas, leitores e até editoras tentam sempre fazer e dar o seu máximo, como a editora Mythos que tem feito um trabalho muito positivo e exemplar, um trabalho que muitas editoras no mundo não fazem hoje. Claro que todos nós erramos e temos as nossas falhas…mas errar é humano.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Marco Avelar: É um ícone, porque tem muitos anos de vida, de publicação, “conquistou” muitos leitores de banda desenhada ao longo desses anos e em todos esses anos tem adquirido novos leitores. Chegou inclusive a ser o herói de banda desenhada mais lido na Europa. É um ícone ainda por ser um herói do velho Oeste a ser publicado hoje em dia, já que existem poucas publicações de cowboys no presente.

Marco Avelar e o seu mundo da BDCostuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Marco Avelar: Encontrar-me não, mas tenho vários contactos com amigos que gostam muito de BD. Cá na minha ilha só há três leitores que lêem Tex e é só para “matarem” a saudade, os outros estão mais para a Marvel e DCcomics. Há uns anos cheguei a receber muitas cartas de leitores do Tex e não só, seja do Brasil ou Portugal, respondi a todos que percebia a letra e o contacto, outras cartas não tive mais respostas. Cheguei a ter algumas correspondências com leitores do Tex, mas devido a certos motivos… infelizmente, é assim, entrar em contacto para amizade e ajudar é muito bom, mas para enganar e por interesse, isto não faz.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Marco Avelar: Bem, vejo um excelente futuro, pois existem muitos fãs que o acompanham e são fieis a ele há muito tempo, seja da “velha guarda” ou até da “nova guarda”, mas é preciso que todos não baixem os braços, que “lutem” pelo seu herói de banda desenhada, que digam a sua opinião, escrevam, mandem e-mails a dizer o que vai mal ou bem. A editora Mythos tem feito um trabalho magnífico com as suas publicações e tenho a certeza que estão disponíveis para ouvir e ler as opiniões e críticas, sejam positivas ou negativas. Em Portugal, cá nos Açores é muito diferente, pois as revistas não chegam cá todas e por isso muitos leitores ficam com as colecções incompletas e acabam por desistir. Mas sem dúvida que o Tex está no bom caminho…

Prezado pard Marco Aurélio da Silva Avelar, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

by José Carlos Francisco at February 25, 2010 11:01 PM

Dampyr


O DOM DA VISÃO!
A imagem abaixo, retirada da edição 110, com traços de Lozzi, mostra o poder do índio Blue Road Jones, que consegue ver o animal que acompanha a todos... o dele, é mostrado no último quadrinho, um lobo.

by noreply@blogger.com (Dampyr) at February 25, 2010 08:10 AM

February 24, 2010

Tex Willer Blog

Collezione storica a colori nº 91 – Gli incappucciati

Tex  nº 91GLI INCAPPUCCIATI

Collezione storica a colori nº 91 – Gli incappucciati

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by José Carlos Francisco at February 24, 2010 11:01 PM

February 23, 2010

Tex Willer Blog

Lágrimas de heróis! Os duros também podem chorar?

Por Anthony Steffen [1]

Lágrimas de heróis! Os duros também podem chorar?

Os heróis também podem chorar? Também os duros podem comover-se? Uma furtiva e tímida lágrima que escorre pela face das nossas amadas personagens, pode comprometer a sua imagem de heróis?

Se os nossos heróis preferidos manifestassem emoções humanas, como por exemplo o choro, diante de um relato ou uma forte cena e se deixassem transportar pelas emoções e por um forte envolvimento, seriam igualmente definidos como duros?

O que aconteceria se um dia nós víssemos o nosso Tex comover-se ou emocionar-se, exteriorizando esse sentimento através de lágrimas? Seria uma cena que seria apreciada por si, que lê este texto, dado que teríamos a confirmação que final de contas Águia Noite é um ser humano como nós, que pode emocionar-se e até chorar, ou seria uma cena causadora de ira, definindo você tal cena inapropriada para um herói com o “H” maiúsculo como Tex, que não pode dar espaço, para dizer como Kit Carson diria, a certas “pieguices”?

Antes de ouvir as vossas opiniões sobre o assunto, nos comentários a este post, vamos refrescar a memória, revendo as poucas vezes em que os nossos heróis foram “traídos” pelas emoções, mesmo que as póssamos contar pelos dedos de uma mão.

Tex em Il GiuramentoÉ o caso de citar uma das cenas mais fortes e dramáticos da série, isto é, quando Tex ao tomar conhecimento da morte da sua amada Lilyth, jura vingança diante do gélido túmulo localizado entre os montes navajos.

É um Tex desesperado, debilitado, com o coração atormentado pela dor. Apesar do feiticeiro Ta-Hu-Nah ao comentar a lancinante cena afirmar que Águia da Noite, não pode chorar, mas pode aliviar a sua dor somente com a vingança, a vinheta mostra um Tex que põe as mãos diante dos seus olhos, como se quisesse deter ou enxugar as lágrimas que não gostaria de fazer ver sequer ao leitor. Em suma, se não foi um verdadeiro choro, foi algo muito próximo.

Tex em O Homem Sem PassadoUm Tex que está próximo do choro, também pode ser visto na história “O Homem Sem Passado“, quando Carson relata ao nosso herói que as buscas para encontrar Kit Willer não conduziram a qualquer resultado positivo.

Tex nessa cena vira-se e fica sem responder ao velho Kit, como se não quisesse ser visto por ele nem pelo leitor.
A vinheta em questão (como se pode observar aqui ao lado) deixa em aberto qualquer interpretação. Não é difícil porém imaginar, no entanto, que a suposta morte do seu filho, tenha tornado os olhos luzidios ao nosso herói.

Kit Willer em O Homem Sem Passado.
Ao contrário de Tex, que publicamente nunca foi visto a chorar, temos um discurso diferente no que se refere ao seu filho Kit.

A morte de Flor de Lua, a jovem índia Ute amada por Pequeno Falcão, provoca em Kit Willer uma forte emoção, não conseguindo conter as lágrimas.

O mesmo discurso para Kit Carson, que em certas ocasiões substitui algum sentimento muito humano com o seu famoso humor, como se pode constatar por exemplo na história “Fúria Vermelha”, onde ao ouvir as tristes vicissitudes sentimentais de Tex e Tigre, não consegue deixar de ficar comovido, acusando um mosquito como sendo a causa das suas lágrimas, conforme se pode observar na vinheta abaixo.

Kit Carson em Fúria VermelhaEmbora sem lágrimas, percebe-se também a emoção de Tex Willer e Kit Carson, quando na história “O Rapaz Selvagem” John Randall reconhece o pai.

Uma cena, também muito forte e igualmente envolvente, a que não são imunes sequer os dois pards, apesar de Tex tentar disfarçar a sua emoção, colocando-a em tom de brincadeira, com o objectivo óbvio de desdramatizar a situação, como também se pode observar de seguida:

Kit Carson e Tex Willer em O Rapaz Selvagem

O único dos pards que nós nunca vimos ser assaltado pelo sentimentalismo é Jack Tigre, mas não é difícil imaginar que entre as montanhas onde se refugiou para enterrar a sua dor, devido à morte da sua amada Taniah, algumas fortes recordações não lhe tenham provocado algum choro libertador…

Deixo a vós fazer algum comentário, se quiserem…

[1] (Texto publicado originalmente no Tex Willer Forum, em 3 de Fevereiro de 2010)
Tradução e adaptação a cargo de José Carlos Francisco

by José Carlos Francisco at February 23, 2010 11:01 PM

Dampyr


PARDS EM AÇÃO!
A sequência abaixo se passa dentro da Temsek, na Ucrânia. Dampyr e pards estão investigando o que acontece dentro da fábrica, pois sendo a mesma de Lord Marsden (um Mestre da Noite), alguma coisa de ruim está em andamento... A edição é a 115, com traços de Bocci.

by noreply@blogger.com (Dampyr) at February 23, 2010 08:10 AM

February 22, 2010

Tex Willer Blog

Tex Willer por Hugo Moreira

Hugo Moreira na Sergio Bonelli EditoreJosé Carlos Pereira Francisco recebeu mais um desenho original de Tex para a sua colecção, desta vez o especial presenTEX com a devida dedicatória, veio assinada por Hugo Filipe Gomes Moreira, de 19 anos, tendo nascido  no dia 31 de Outubro de 1990 em Cascais e que no presente frequenta o 12º ano de escolaridade, fazendo também um curso de Prevenção de Riscos Laborais, procurando ao mesmo tempo um part-time para se iniciar nessa aventura chamada Trabalho!

Segundo o seu pai, Carlos Moreira, um dos maiores fãs e coleccionadores portugueses de Tex, a paixão do Hugo pelo desenho foi algo que desde a escola primária, na Quinta da Boavista em Meleças, ele explorou… diziam na altura que ele tinha jeito e que gostava de desenhar em grande, lembrando-se de que foi exposto um trabalho do Hugo num placard do ATL: era um barco pirata com os seus tripulantes e claro… como qualquer pirata, os seus tesouros.

O Hugo teve uma educadora que sempre que o via a desenhar incentivava-o a continuar dizendo que ele daria um bom Arquitecto, só que a Matemática não é um dos seus pontos fortes… mas felizmente para desenhar Tex, não é uma disciplina essencial…

Tex Willer por Hugo MoreiraQuanto a gostos clubisticos o Hugo tem bom gosto: Sport Lisboa e Benfica! É praticante de Karaté-DO Shotokai sendo cinturão castanho, e no passado já praticou Natação. Continuando ainda no campo dos gostos, tem um gosto por música um pouco limitado: Heavy Metal, Hard Rock e Techno são as suas referências, procurando de resto mais experiências que o ajudem a melhorar.

Voltando a Tex, cujo desenho de sua autoria pode ser visto aqui ao lado (para aproveitar a extensão completa do desenho, assim da foto acima, clique nos mesmos), o Hugo é um dos poucos privilegiados de língua portuguesa que já teve a honra e a felicidade de conhecer a Editora Bonelli e alguns dos autores do Ranger, conforme se pode constatar na foto tirada nos corredores da Sergio Bonelli Editore, que ilustra este texto.

by José Carlos Francisco at February 22, 2010 11:01 PM

February 21, 2010

Tex Willer Blog

Póster Tex Nuova Ristampa 128

Póster TNR 128

Em mais uma bela, mas também dramática ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos desta vez Tex Willer e Kit Carson tentando desesperadamente escapar do interior de uma sala subterrânea localizada numa sinistra mansão da periferia de Durango, prestes a ficar alagada devido ao fluxo de água que entrava por uma abertura, depois do corrupto banqueiro Paul Brady ter bloqueado a saída e desse modo condenado os Rangers a uma morte atroz…

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “L’aquila e la folgore” de G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini (Tex italiano #207 a #209).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

by José Carlos Francisco at February 21, 2010 11:01 PM

Vídeo: Kit Carson, um velho camelo por amigo

Kit Carson, um velho camelo por amigo… é o título do mais recente vídeo relacionado com o mundo de Tex Willer, mais precisamente o décimo segundo, realizada pelo texiano Anthony Steffen, numa nova acção que visa uma vez mais divulgar sobretudo o excelente fórum (italiano) de Tex Willer

Desta vez Anthony Steffen quis homenagear o inseparável amigo de Tex: Kit Carson, a quem Tex apelida carinhosamente de, “velho camelo“, com uma bela melodia a acompanhar a maravilhosa sucessão de imagens relativas ao “velho camelo” que ainda não perdeu o vício de comer montanhas de batatas fritas e de perseguir rabos de saias, ele que também já salvou a vida de Tex inúmeras vezes, sendo também salvo por este em outras tantas.

by José Carlos Francisco at February 21, 2010 12:19 PM

Dampyr


ENTERRADA VIVA!
Para quem tem claustrofobia não indico as imagens abaixo. Numa revista de terror, nada demais a sequência abaixo. Uma mulher enterrada viva... na edição portuguesa de Dampyr. A atriz do filme que está sendo rodado num castelo, vai parar dentro de uma lápide... mas é salva por Harlan e Kurjak.
A perfeição de Bocci nas reações da moça, "pagam o ingresso..."

by noreply@blogger.com (Dampyr) at February 21, 2010 08:10 AM